3 de Agosto – Primeira noite a Bordo

À medida que nos afastavamos da costa, o céu estrelado batia o horizonte. Um céu como nunca visto em terra! Com isto, o astrónomo de serviço (José Silva) começou a guiar toda a tripulação pelas constelações, com a ajuda de um ponteiro laser verde. Este sabre de luz ajudou todos a encontrar Vénus, Jupiter, Saturno e ainda algumas estrelas, bem como encontrar corretamente o Polo Norte Celeste (com a Estrela Polar a servir de guia). Em modo desafio, o nosso comandante José Inácio utilizou uma aplicação tecnológica que aponta os astros, pondo à prova o conhecimento do nosso especialista.

Visita guiada ao céu
Visita guiada ao céu

A orientação pelos astros torna-se essencial na navegação noturna, pois as posições dos mesmos dá -nos indicação da nossa posição geográfica. Nos descobrimentos estas medições eram efetuadas com o auxilio de um sextante ou astrolábio e de um nocturlábio. O primeiro mede a altura em ângulos de um objeto acima do horizonte e o segundo mede, com a ajuda da estrela polar, a hora local.
Já em mar aberto a intensidade da ondulação levou o nosso equilíbrio ao limite, tornando-se um desafio mantermo-nos de pé. Aliado a este desafio único do mar, deparamo-nos também com muita humidade e frio que nos obrigou a vestir umas camisolas grossas e uns casacos.
Apesar de todas estas dificuldades desempenhamos os nossos quartos com sucesso, mantendo o rumo ao leme e vigiando para uma navegação sem precalços.
Os quartos noturnos realizam-se das 23h às 2h, das 2h às 5h e das 5 às 8h de forma rotativa, permitindo a todos experienciar uma fase diferente da noite, entre as quais um belissimo nascer do sol em alto mar.

Nascer do sol em alto mar
Nascer do sol em alto mar